domingo, 2 de fevereiro de 2014

02 de fevereiro de 2014

♪♫ Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz ela semeia ♪♫





-Odoiá Iemanjá.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Fotografia é a poesia vista de um ângulo particular.





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz 2014


Renovo agora a coragem, a esperança, as metas... 
Deixo para trás o que se foi com a ultima folha do 13,
E comprometo-me a fazer/ser diferente quando necessário for 
A fim de garantir a novidade do 14...
Afinal de que adianta um ano novo revestido de velharias?!

A nostalgia da despedida é inevitável:
  - Adeus velho amigo, 13,  lembrarei-me com carinho...
A ansiedade,  que causa o novo, também é:
 - Venha querido 14 sem preocupar-se com o exagero das cobranças externas.

Sandrinha Ramos

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Breve



Deslizou uma mão por aqueles cabelos 
Sentindo levemente os fios entre os dedos
Com a outra envolveu-a pela cintura,
E a puxou para perto de si
O pulsar daqueles corações seguiam o mesmo compasso,
Respirações, ofegante, se misturavam
Beijaram-se primeiro com os olhos,
Por último, lábios
Verdadeiro 'encontro de almas', 
Ultrapassou o toque da pele.

A lua foi testemunha daquele momento breve,
Que tornou-se, para eles, eterno. 

Sandrinha Ramos

terça-feira, 19 de novembro de 2013

05 de fevereiro



"Alguns encontros são eternizados dentro de nós." B.B.




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

SEGREDOS


A noite estava linda,
Há tempos não me sentia assim... tão bem.
Na beira do rio, a brisa tocava nossos rostos,
Beijos e abraços...
Ninguém mais importava.
E sem se preocupar com o depois
Ficamos ali juntos,
Risos, olhares que falam...
Eu compreendo bem.
Em seus braços eu me sinto segura,
É como navio ancorado em porto...
Mas algumas coisas precisavam ultrapassar o entendimento dos olhos,
Eu precisava falar...
Então, permiti que ele me ouvisse,
E me permiti pronunciar cada palavra.
Palavras suaves,
Segredos que deixavam de existir por serem divididos,
Cicatrizes machucadas se fechavam,
Era como se apenas a minha voz existisse...
E a minha imagem na sua frente fosse a única coisa que importava.
Permanecemos ali,
A luz da lua...
E quando todo mistério acabou,
Quando o medo cessou,
Quando enfim, tudo foi dito...
Sorrimos!
Ele me beijou e fomos embora.
Juntos.


(Sandrinha Ramos)



Garoa



A copa do juazeiro famosa por sua sombra
Hoje foi abrigo na chuva
Enquanto espero a carona.  ^^.

-\o/ Adoro garoa-





*Para fins de direitos autorais a imagem usada no post não é de minha autoria.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

15 DE OUTUBRO


Sei que discussão é sempre ampla, que às cobranças não tem fim, que críticas são rotina... E reconhecimento?!  "-No dia 15 outubro está de bom tamanho?" Homenagens sem fim, práticas exitosas, diferencial de quem decide ser, agir, pensar e ajudar a pensar diferente.
Esse é sempre bem vindo, mas ainda prefiro aquele reconhecimento cotidiano, de quem move e motiva todas as minhas aulas, de quem dá abraço apertado, sorrisos sinceros e enchem minha mesa de cartinhas... as minhas crianças. ;)
 Eu tive todas às opções que teve médico, o psicólogo, o engenheiro, o cozinheiro, artista plástico, vendedor, enfim, todos mesmo. Mas costumo dizer que prevaleceu em mim a mesma vocação daqueles que são bons profissionais, nas suas carreiras.  Eu escolhi ser Professora (como já disse), com as dores e as muitas delícias da minha sala de aula. Onde a magia é rotina, o faz de conta anestesia a realidade (muitas vezes cruel), onde há uma busca, vibrante, por excelência e constantes metamorfoses acontecem. O conhecimento é inesgotável e sempre haverá algo novo a aprender e uma vontade nova a despertar.
Ouvi dizer que o respeito existe, mesmo. Por quem e de onde ele vem é que às vezes esqueço.
Luto para não haver descrença no meu trabalho, pois meu ofício e minha vocação (que não se distinguem), são a minha essência. E enquanto houver sorrisos e vontade, abraços e tentativas... Estarei disposta a colaborar, incentivar, ensinar e aprender, com e para eles.
Não é só por amor, sem ele tão pouco, seria impossível. Não vivo uma utopia e apoio toda forma de reconhecimento e valorização do Professor.


Parabéns a mim e a todos aqueles que vivem, sobrevivem e promovem com significância a educação.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

GENTE QUE SE ESCREVE

Não tem memória bem verdade, 

Mas funciona como um relógio todas as manhãs
Ela acorda precisamente as 7h30,
Praticamente escorrega da cama até o banheiro,

Parece só abrir os olhos quando a água morna percorre seu corpo inteiro.
O barulho da água é o primeiro som a penetrarem nos seus ouvidos...


Quando passa em frente ao espelho, sorri, e se acha bonita

E nesse instante rotineiro se existisse um som, 
Seria do pente marrom, deslizando nos seus cabelos
O som até existe, mas é tão suave... que não sei descrevê-lo.


Olha a cama cuidadosamente
Dobra os lençóis, milimetricamente alinhando-os, enquanto recorda o sua irmã lhe dissera:
“-Anjos da guarda são preguiçosos e só despertam, depois da cama arrumada.”
O silencio pairava até ela sorrir, imaginando a coragem do seu anjo, acordando, os olhos esfregando para novo dia de proteção.


É possível ouvir seus passos até a cozinha, 


O barulho do talher e da caneca da aula da saudade...
Ela se apóia em um dos pés,
Ainda não se acostumou a tomar café, sozinha...
Sem criança gritando, adulto brigando, Vó ‘dengando’... Aquela grande folia.


Viu em algum lugar que a felicidade mora numa casa amarela. A dela é... 
E mesmo minúscula, sendo
Aqueles três cômodos, que são quase um vão,
São para ela um santuário secreto.
Ali os dias, hora voam, 
E são eternos, muitas horas..

Ela esta sozinha e não se sente solitária
Ela canta desafinando e não liga... 
Às vezes contempla o silêncio... Para acalmar a alma


Queima seus incensos porque acha o cheiro bom
Ouvi suas musicas, seus barulhos,
Às vezes até dança, parece uma criança piruetando...


Pouca gente sabe, que ela é uma excelente dona de casa, nuca explodiu nada.
Na verdade muitos sabem de pouca coisa. 
Nem todos apreciariam ouvi-la
Alguns por não conseguir entender, ela não fala
Outros não merecem saber de coisas tão dela
Raros são aqueles para quem mostra seus retalhos
E conta-se nos dedos os que conseguem esses retalhos juntar


É metida a poetisa, mas só escreve por terapia
Gosta do som do teclado, de dividir sua poesia,
Às vezes chora ao escrever, às vezes escreve e nem vê,
Outras vezes lê, reler e apaga,
Há coisas que precisam ficar guardadas... 
...
Um caminhão passou na rua,


Interrompeu o barulhinho, frenético, do teclado
Ela parou, e esqueceu... Emudeceu.

Permanecendo apelas o vento,


Lembrou-se naquele momento,
De um dos sons mais belos a que a solidão lhe permitira,
Ouvir canto de pássaro, livre 
Do batente da sua cozinha.


Sandrinha Ramos





P.S.: O título do poema veio da definição que Lane Sol deu para o blog.



quinta-feira, 9 de maio de 2013

RETALHOS



Colo, mamis’
Cuidado, papis’
Gritos, sobrinhos
Gato, vizinho
Cachorro bravo, medo
Conversa, calçada, toda tarde
Sair, opções
Amigos, companhia

Objetivos, determinação
Dificuldades, perseverança
Desafios, diários
Barulho, do silencio
Calmaria, inquietude
Vida, em vitrine
Satisfação, crianças
Superação, trabalho
Tecnologia, aproxima
Saudade, gargalhadas

Eu, retalhos.




(Sandrinha Ramos)

domingo, 5 de maio de 2013

...



Se eu fosse anjo, serafim;
Se não fosse Brasil, Hawaii.
Se fosse um objeto, enfeite de centro;
E uma flauta, se eu fosse um instrumento.
Se fosse um animal, seria leão;
E uma parte do corpo, seria as mãos.
Se fosse uma cor, seria lilás;
Se fosse epitáfio, aqui "fenece", não "jaz".
Se fosse uma nota, Fá sustenido menor;
Se fosse uma clave, eu seria clave de Sol.
Se fosse uma palavra, simetria;
Se fosse uma peça de roupa, calcinha.
Seria um bem me quer, se nascesse flor;
E reticências, se na gramática um ponto.
O oito, se da matemática um número;
E seria o laço de qualquer presente oportuno.

(Lane Sol)

terça-feira, 30 de abril de 2013

SILENCIAR


As vezes é preciso silenciar, sumir, se afastar, ouvir o coração, refletir sobre ações, fechar os olhos para o mundo, se fazer companhia, apreciar o som da própria voz, ficar invisível à opinião alheia...
E chegar a conclusões, sozinho, para não cometer o mesmo erro pela segunda vez.



(Sandrinha Ramos)

sábado, 27 de abril de 2013

CONSTAT'AÇÃO'-

Tão bom despertar...
Do sono, sonho bom ou ruim, das lembranças, do passado,
da saudade, do engano, de compromissos antigos,
de noites mal dormidas, de pensamentos inquietos,
do que foi que não é mais... E nunca será novamente. (:
Bem bom, acostumar-se com o novo trabalho, travesseiro, amor,
companhia, gargalhadas, caminhadas, solidão, porque não?
E apreciar nova musica, novas vozes, melodias novas, novo poema,
universo, paisagens e cheiros desconhecidos,
seguir a estrada por onde ninguém pensa em ir, caminhos proibidos...
... Descobrir que é bom. Tudo novo de alma lavada.
Ainda há tempo... Sempre há tempo... Agora é o tempo...
... constatação, constante ação.


(Sandrinha Ramos)

domingo, 31 de março de 2013




'Esquece essa gente pequena, dona moça. Não é todo mundo que guarda no peito, um baú feito o seu, cheio de inspiração, flores, cores e delicadezas. Tem gente que transforma o que passou, em mágoa. Feliz é você, dona moça, que pega o que restou do passado e transforma em poesia.'




-Karla Tabalipa-



-Para fins de direitos autorais a imagem utilizada no post não é de minha autoria.-

sexta-feira, 15 de março de 2013

♥

"O amor é um companheirismo que se constrói ao longo de um tempo e vai sendo tecido delicadamente como aquelas rendeiras antigas que cruzam fio após fio até chegar em longos panos lindos."


Para fins de direitos autorais a imagem usada no post não é de minha autoria.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A GENTE SABE

A gente sabe
A gente se entende
A gente sabe um do outro
De um jeito só da gente...

Sabe quando sorriso não é ‘aquele’
Quando o olho não brilha direito,
Quando a testa enrugou,
Quando a birra chegou,
E como saudade dói...

A gente sabe quando a voz acompanha um sorriso
Pelo telefone ao ouvido
Enquanto são ditas, do nosso jeito, doçuras...
...Ah, o amor...

A gente sabe como é bom está junto
Aproveitamos cada secundo (Isso não é clichê)...
A gente sabe rir onde ninguém ver graça
Falar sem se esgotar, as palavras
A gente sabe... E não precisa dizer

Sabe que aquela musica é nossa,
Que aquela foto é a preferida,
Que o cheiro é inconfundível, até numa perfumaria...



A gente sabe...
A gente sabe e ponto.
A gente se entende, sempre.
A gente sabe um do outro,
De um jeito que só da gente.
(Sandrinha Ramos)
















Para fins de direitos autorais a imagem usada no post, não é de minha autoria e eu desconheço o autor.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

RAZÃO DE SER



Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=402033866553960&set=a.377911772299503.89772.377909248966422&type=1&theater


terça-feira, 22 de janeiro de 2013


"sentei afim de escrever,
mas travei nas frases,
tropecei entre as letras,
e me perdi na estrofe.

até ver,
que teu cheiro não se escreve."

-jazz das 05:39

fonte: Bastidores do Coidiano:  https://www.facebook.com/photo.php?fbid=473254629408435&set=a.174985862568648.49999.167636606636907&type=1

-RECEITA-


“Qual é a graça de seguir
uma receita que não deu certo?     /=

Não há graça, em ir aos mesmos lugares,
fazer as mesmas viagens,
conversar as mesmas conversas,
 visitar as mesmas pessoas...
Somos distintos. 

O ontem, não tem a mesma importância hoje.
Porque são tempos diferentes.
Não me interessa o igual, muito menos o que já foi...
A historia é outra,
O tempo é outro e outras são as pessoas...
Não se aperrei, da sua receita só me serve alguns ingredientes.” 

 =)~



(Sandrinha Ramos)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS - (UM TRECHO)

“Não lemos nem escrevemos poesia porque é bonitinho.
Lemos e escrevemos poesia porque somos humanos.
A raça humana está repleta de paixão.
A medicina, advocacia, administração e engenharia
São objetivos nobres e necessários para manter-se vivo.
Mas a poesia, beleza, romance, amor... É para isso que vivemos.

Citando Wihitman: 


‘Ó, eu! Ó, vida! Entres as questões que reaparecem,
Os trens de desesperançosos,
Cidades cheias de tolos...
O que há de bom entre eles, ó, eu? Ó, vida!
Resposta: Estar aqui.
Existe vida e identidade,
Essa brincadeira de poder continua,
E você pode contribuir com um verso’.” 

(Do Filme – Sociedade dos Poetas Mortos)


- Eu repito: “Essa brincadeira de poder continua,
E você pode contribuir com um verso.”...e questiono: -Qual será o meu verso?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

MOMENTO DE REFLEXÃO



Quantos questionamentos para uma só cabeça
Quantas duvidas para um só momento
Decisões que precisam  ser tomadas
Duvida que permeiam o fim
Não, não é o fim?
Nem mesmo um recomeço

Tenho medo
Quem nunca teve?
Mas não abro mão
De pronunciar cada letra do sim e do não...
...da minha opinião
 Dos sentimentos malucos
Sem explicação
E quem pode entender a paixão?

Céu nublado,
Olhos molhados
Garganta seca
Tanta coisa a dizer
...
O problema é o rancor
Ele sempre atrapalha o amor
Ressentimento inflama
Rasga o coração de quem ama
E as duvidas ainda existem
E eu não sei o que fazer.


Sei somente que  o amo...
Não se pode esconder


Sandrinha Ramos



(Para fins de direitos autorais a imagem utilizada no post não é de minha autoria e  desconheço o autor)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

SEGUNDA QUARTA DA TEMPORADA VERÃO CÊNICO EM JUAZEIRO- BA,


Aconteceu  ontem (16/01/13) no Centro de cultura João Gilberto  "A educação pela pedra: um concerto para poesia da obra de João Cabral de Melo Neto". Foi muito bacana.


Uma lembrança para o público no final do espetáculo. 


E não acabou ainda, quem gosta de poesia e não pode ficar de fora. Confira a programação:

A programação da 2ª Temporada do Verão Cênico da Bahia continua aqui em Juazeiro, sempre às quartas-feiras, e você não pode ficar de fora! Serão duas apresentações por dia, a Mostra de Cenas Curtas, com duração de 30 minutos, e a Temporada em Movimento. O Verão Cênico é resultado do diálogo entre espaços culturais públicos e privados, artistas e governo, e tem o objetivo de fortalecer e dar visibilidade ao teatro na Bahia durante o verão.



23 de janeiro - Sacos Vermelhos - Mostra Cenas Curtas



Coletivo Passarinho



Centro de Cultura João Gilberto - 19h – Gratuito



Personagens carregam sacos vermelhos que ganham diferentes significações ao longo da cena e põem em questão nossa forma de existir: nossas escolhas, limitações, medos, frustrações, expectativas e relações.



Os Mentirosos - Temporada em Movimento



O Bando das Artes Cínicas



Centro de Cultura João Gilberto - 20h – R$1,00 / R$0,50 (meia)



Com a proposta de explicar o pitoresco universo da mentira ou de indicar qual mentira é a mais ‘apropriada’ para soltar no momento certo, o espetáculo traz experiências de personagens reais, criando cenas engraçadas e momentos onde a moral humana é destrinchada. A intenção é que o público se reconheça em cena de forma que sorrir seja a primeira reação.



30 de janeiro - Sarapopeia- Mostra Cenas Curtas



Coletivo Passarinho &Trup Errante



Centro de Cultura João Gilberto –19h - Gratuito



Unindo teatro e literatura, a montagem faz uma coletânea de poemas que proporcionam um mergulho poético em diversos temas sempre sobre a ótica do universo infantil. Falando, jogando, musicando, a palavra ganha vida, vira imagem.



A Cela- Temporada em Movimento




Groove Estúdio Teatral



Centro de Cultura João Gilberto - 20h – R$1,00 / R$0,50 (meia)



Adaptação do texto homônimo de Michel Azama, autor francês contemporâneo, a montagem traz à tona o tema da vida no cárcere, sob a perspectiva da voz de uma mulher à beira da liberdade.

Fonte: http://www.geraldojose.com.br/index.php?sessao=noticia&cod_noticia=34743
Foto: Sandra Ramos

sábado, 29 de dezembro de 2012

Férias \0ô/




=)~ ♪ " Love is the answer at least for most of the questions in my heart
Why are we here? And where do we go? And how come it's so hard?
It's not always easy, and sometimes life can be deceiving
I'll tell you one thing, it's always better when we're together"♫


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Em um ano...



Em um ano tanta coisa acontece
Produtos chegam ao prazo de validade,
Sapatos ficam velhos,
Roupas perdem a cor,
Pessoas nascem...
Sentimentos morrem? –talvez.

Em um ano,
Conhecemos pessoas
E desconhecemos tantas outras,
Próximos se tornam distantes,
E imagináveis amigos surgem...

Mudam-se os pensamentos, a opinião...
E os planos, porque não?!
Feridas cicatrizam
Rugas aparecem
Nem sempre maturidade...

Um ano passa rápido para quem ama
E se arrasta para quem sofre,
Amores se vão.
Amizades que ficam.
Amigos longe, quanta saudade...

Termina-se  a faculdade
Em um ano
Trabalhos nem sempre vem...
...e o que, que tem?

Em um ano acontece tanta coisa
A lista é infinita
Tantas coisas se perdem, em um ano
Importante mesmo é o que, com a gente, fica...

...Por tempo indeterminado.



Sandrinha Ramos







sexta-feira, 16 de novembro de 2012


“Eu falo muito de mim quando escrevo.
E quando eu consigo alcançar quem me lê, e quem me sente, essa pessoa acaba me tocando também.
E a gente acaba se encontrando numa mesma letra.
Em uma mesma nota.”

(Bibiana Benites)

sábado, 3 de novembro de 2012

Humberto Gessinger sobre AMOR:


Vini&San

"Acho que amadurecer é saber que a gente é dependente. No amor, é isso. Quando é que amadurece o amor? Quando a gente sabe que é dependente. No início, é aquela coisa meio chata, o cara quer namorar a menina, tudo o que ele faz é bom. Escova os dentes 40 vezes, compra chiclete, vai todo bem arrumado, porque ele é o cara e tal. Mas o bacana do amor é quando tu descobres que tu dependes de outra pessoa. É como se tu pudesse, finalmente, revelar a tua fraqueza diante do mundo: 'Sinto muito, eu preciso de ti, tu vais ter que me aguentar nos próximos 20 anos'."  

domingo, 14 de outubro de 2012

x= Silêncio, meu.


"O que fazer quando o coração aperta?
O que dizer quando a voz soluça?
O que pensar quando os olhos lacrimejam?
O que pedir quando o pedido já foi feito?
E como agir quando a promessa não foi cumprida?
A melhor  resposta... Silêncio, meu."

Sandrinha Ramos




segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Recomeço



A gente só se preocupa com as coisas até o dia que quer ou até a 'TPM' chegar. Amar é uma decisão, deixar de sofrer também é.
Ela não teve 'TPM’ apenas decidiu-se. Acordou em uma bela manhã, cheia de paz de espírito e percebeu que não fazia o menor sentido, ficar soluçando e chorando por alguém que não se importava tanto com isso. Ela entendeu que a vida segue, os dias passam, então, fez a maior descoberta, que só quem já sofreu por amor fez também um dia: “o tempo cura todas as feridas”. A dela poderia até, está muito inflamada ainda, mas já começara a fechar. Ela conseguia falar dele sem tanto remorso, entendeu que os dias em que passaram juntos foram inesquecíveis, mesmo que anos se passem, novos amores apareçam em sua vida, ele será sempre alguém de quem ela lembrará com carinho. Ela já começa a ver “aquela menina” não como alguém que o roubou, mas que apareceu quando eles já estavam separados e agora é parte da vida dele... E relembrou que intrigas não resolvem nada. Que ela ainda sofre, é fato. Mesmo assim sorri e finge que não e acredita, nesse sofrimento, com tanta força que um dia não haverá dor alguma.
Ele sempre foi um amigo, companheiro e um homem apaixonante. Seria fácil qualquer garota se encantar. E estando sozinho, a demora era só ele se deixar envolver por alguém e isso aconteceu. Que culpa ele teve? Nenhuma. Ele entendeu mais rápido que não adiantava insistir, era o fim. Isso não quer dizer que ele tenha sofrido menos, pelo contrario, ele ficou dias e noites pensando onde eles tinham errado... De quem era a culpa? Não existiam culpados. Eram muitas questões sem resposta... E assim ele também descobriu, porém antes, que a vida continua e não espera a gente curar feridas que só o tempo cicatriza. . Ainda assim sempre foi cuidadoso e pensava em maneiras de contá-la sobre “aquela menina” sem magoá-la... Mas muitas coisas aconteceram que ele não havia planejado... Ela soube de um jeito torto e isso não vem ao caso, não mais...

O Importante mesmo é que ela recomeçou sua vida, pelo menos é o que tenta mostrar a todos. Eu acredito nisso.
E ele mesmo sabendo da importância que ela teve em sua vida... Vive uma nova historia sem receio, sem culpa... Permitindo-se.
Afinal, amores podem ter um fim... Lembranças são eternas... Mas sofrimentos passam.



Sandrinha Ramos


(Para fins de direitos autorais a foto utilizada no post não é de minha autoria)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sei - Nando Reis



“Sabe, quando a gente tem vontade de encontrar
A novidade de uma pessoa
Quando o tempo passa rápido
Quando você está ao lado dessa pessoa
Quando dá vontade de ficar nos laços dela
E nunca mais sair…

Sabe, quando a felicidade invade
Quando pensa na imagem da pessoa
Quando lembra que seus lábios encontraram
Outros lábios de uma pessoa
E o beijo esperado ainda está molhado
E guardado ali em sua boca
Que se abre e sorri feliz
Quando fala o nome daquela pessoa
Quando quer beijar de novo muitos lábios
Desejados da sua pessoa
Quando quer que acabe logo a viagem
Que levou ela pra longe daqui…

Sabe, quando passa a nuvem brasa
Abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa
Quando quer ali deitar, se alimentar
E entregar seu corpo pra pessoa
Quando pensa porque não disse a verdade
É que eu queria que ela estivesse aqui…

Sei... Eu sei.”




...Eu também sei. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ela♥Ele


Ela fica boba quando ele a olha fixamente por um bom tempo 
Ele entende isso e faz de propósito. 
Eles sempre riem juntos, disso e tantas outras coisas... 
Ela se sente segura quando ele está por perto, 
Ele se sente por saber disso. 

Eles se escolheram, aceitaram-se... 
Eles se misturaram 
E é impossível enxergá-los separados. 



Sandrinha Ramos

terça-feira, 18 de setembro de 2012

NO MEIO DA AULA




Uma tão atenta viaja com tantos números na cabeça...
A outra enruga a testa, entorta a boca, passa a mão nos olhos e parece não enxergar aquilo que esta bem a sua frente...
O apaixonado, ri enquanto escreve, parece que sua mão está desligada do pensamento e ele vai longe enquanto copia...
Duas amigas conversam e riem. Não sei sobre o que, mas deve ser algo muito bom e engraçado, afinal gesticulam, sorriem e sussurram... Deve ser segredo...
A ‘desenhistas de letras’ não se cansa... Uma perfeição, seu caderno... Ela capricha cada letra que seu lápis pode construir, deslizando-o calmamente sobre as folhas limpas do caderno...
Três discutem futebol...  Um deles sofre por que seu time perdeu... Os outros se divertem com isso...
A menina de cabelos dourados quieta, mal levanta os olhos... Tão centrada está...
Um pequeno grupo, no fundo da sala, faz tudo ao mesmo tempo... Copiam e conversam e discutem e riem... Uma bagunça!

E como poderia esquecer... “- ‘Eita’ tia, que você copiou demais hoje!” Essa frase é unânime...

 =)
Todo dia é igual...
E igualmente diferente.
Minhas turmas... Meus alunos, meus amores!

Sandrinha Ramos

sábado, 15 de setembro de 2012

Coisas esquecidas



Ninguém surge para refazer uma historia,
passar a limpo acontecimentos,
preencher espaços ocupados,
tão pouco, curar feridas...

As pessoas só tomam posse do espaço que encontram para elas
Algumas chegam e ficam logo... e logo partem.
Outras são conquistadas com os dias, sorrisos e birras... aí sim é mais difícil partirem.
Elas criam raízes e dão sentido... Mas isso não é uma regra.
Pessoas só ocupam espaços que lhes pertencem,
Ninguém ocupa um coração que não é seu 
nem provoca uma saudade que não é sua.
E isso eu sei bem...
...Coisas tão obvias e tão esquecidas.

Sandrinha Ramos